quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nota no site da UEFS

Foi publicada hoje pela tarde no site da UEFS uma nota convocando os estudantes para a Assembléia do DCIS no dia 13/07.
Confiram:

Link: http://www.uefs.br/portal/noticias/2011/estudantes-do-dcis-convocacao-para-assembleia

70, 15, 15? Ou 55, 30, 15? Me poupe, Salgadinho...

               Desde o início deste semestre, os Diretórios Acadêmicos, representantes discentes e alguns coletivos do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS) têm chamado a atenção desta Universidade sobre a ausência de DEMOCRACIA neste Departamento; mais que isso, para os problemas que se arrastam desde a sua criação, e que para alguns já são naturalizados (o noturno é assim, mesmo...).
           Por não se inserir no conjunto da Universidade, o DCIS parece mais uma escola, no popular, o “Escolão”, pois que evasivo de uma ambiência mais crítica, pesquisadora e interessada nas questões que jamais poderiam passar ilesas à formação de professores e estudantes universitários. Obviamente, que há iniciativas na contramão, agora, são tão parcas essas experiências, que vale a pena destacar que bastou a saída de um único professor do curso de Economia para que metade da pesquisa do curso viesse a ser suprimida, o que alguns já estão chamando de “Economia em Crise”. Essa realidade não é muito diferente nos demais cursos do noturno.
            O fato é que muita gente procura justificar a precarização dos cursos sob argumentos que não se sustentam para uma Universidade Pública, mas que para “uma fábrica de diplomas” eles se adequam perfeitamente. A cada dois anos, elegem-se chapas que não fazem senão o mais do mesmo. Ou seja, “tudo muda para nada transformar”, pois que não toca na essência das coisas.
           E a história desse Departamento continua a denunciar que a proposta de votação 70, 15,15, impede a maior categoria dessa universidade de participar mais propositivamente do processo eleitoral.  Esse autoritarismo, em grande medida, é responsável pela mediocridade que se tornou este Departamento. Uma única categoria insiste em decidir sozinha os rumos de uma gestão, já que alguns professores, se valendo de um discurso democrático falacioso, decidem o que deve ser o DCIS, apelando, inclusive, para o 55, 30, 15, que é farinha do mesmo saco.
          Evidenciando esse autoritarismo, a reunião do Departamento que ocorreria nesta quarta-feira, às 18h, no Aud. III do mód. IV, foi inviabilizada quando uma estudante, conselheira, chamou a atenção para ilegalidade e ilegitimidade da mesma, quando conselheiros estudantes são tratados de forma desigual em relação aos professores, recebendo um comunicado nas vésperas da reunião, ou seja, passando por cima do regulamento desta Universidade, que determina um prazo mínimo de 48 (quarenta e oito) horas de antecedência.
          Diante disso, ficamos indignados com essa tentativa de impor uma proposta de votação por cima, à margem da participação da categoria estudantil. Alguns professores ainda não entenderam as mensagens desse novo tempo que se anuncia... Nesse sentido, estamos sugerindo uma nova proposta eleitoral e uma nova lógica para este Departamento, que há mais de 30 anos se mostra conservador nesta Universidade que deve, continuamente, construir o pensamento crítico, transformador e responsável com as questões da coletividade.
        Para quem não acredita nas transformações, importa dizer:
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". (Eduardo Galeano)

     Convocamos os estudantes do DCIS para participar da:

Assembléia dos estudantes do DCIS, no dia 13 de julho, quarta-feira, às 19h, no Aud. III, mód. IV, a fim de discutirmos sobre o processo eleitoral, acompanhada de uma avaliação sobre o Departamento.

Diretórios Acadêmicos do DCIS, representantes discentes e Grupo Mutação.

sábado, 9 de abril de 2011

Reunião DCIS - A fuga antidemocrática

O conselho do DCIS e sua incapacidade de estabelecer um dialogo franco e democrático com os estudantes e professores que desejam o avanço do departamento em suas atividades acadêmicas. As cenas falam mais do que notas factóides mistificadoras dos fatos.

DCIS – CALA A BOCA JÁ MORREU...

A última nota que um grupo restrito de professores do DCIS lança à comunidade acadêmica, relatando os acontecimentos da última reunião do referido Departamento, a primeira vista provoca risos, pois, parece mesmo piada. Para quem presenciou tamanha “civilidade” na fuga do diálogo, no mínimo, vai ler essa nota esbravejando o conhecido dito: “e ainda me chega com essa cara mais lavada!”. Mas, para não ficar só pasmado, a visão expressada por esses professores exige do coletivo de estudantes uma reflexão mais profunda, que venha a considerar que para a superação da “mediocridade” que hoje é nada mais do que a cara desse Departamento, temos que melhor compreendê-lo. Mais do que apontar, precisamos fazer novas perguntas, sobretudo, aquelas que não querem calar: alguns professores deste Departamento mais do que reacionários, são imaturos e ultraconservadores?” As reflexões desse texto que segue não darão conta dessa resposta, mas certamente provocarão àqueles que ainda não pararam para pensar por quais motivos um coletivo de estudantes lança uma campanha sob o lema: “Manifesto pela Democracia no DCIS”.
           
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
(José Saramago – Ensaio sobre a Cegueira)
Observação 1: O coletivo de estudantes, não “um grupo de aproximadamente 30 pessoas”, não “invadiu” nenhuma reunião, pois que uma afirmação desse teor, só vem confirmar uma pressuposição: alguns professores deste Departamento são tão autoritários que enxergam o Conselho Departamental como um espaço exclusivo deles. Não por outro motivo, no momento da reunião, fizeram-se de surdos à solicitação formal de alguns conselheiros (estudante e professores) para que o coletivo de estudantes pudesse falar durante a reunião. O interessante é que se incomodaram sobremaneira com um pedido de participação dos estudantes, mas neste mesmo Conselho, não se percebeu, em outros momentos, qualquer constrangimento com solicitações que são, no mínimo, esdrúxulas numa instituição pública. Vamos dar exemplo: como podemos denominar solicitações de licenças de quatro anos, com remuneração, para fazer um Doutorado à Distância no Chile que sequer é reconhecido aqui, no Brasil?”
  “Eles não sabem nada nada – e só por isso é que descobrem tudo”. 
(Mário Quintana - “Os Invasores”)
Observação 2: “Munidos de tambores e apitos”, não proferindo palavras desrespeitosas, mas comprometidos com a verdade. Ou o DCIS não é o pior Departamento da UEFS? Isso o coletivo não está forjando, e sim partindo da experiência concreta - uma realidade que denuncia vários problemas pedagógicos na sala de aula, muitas ausências no Ensino, na Pesquisa e na Extensão. Percebam que quando usamos expressão tão categórica também nos incomodamos com isso, mas não vamos resolver esses problemas se esquivando. Não dá para tapar o sol com a peneira. Uma formação universitária que não contempla a Pesquisa e a Extensão é rasa; um Departamento que não incentiva os três pilares que só por isso fazem jus ao nome Ensino Superior, está na média, portanto, é MEDÍOCRE. Agora, é claro, não somos irresponsáveis na generalização dessa afirmação e continuamos valorizando aqueles profissionais que fazem a exceção no Departamento em que a regra é a MEDIOCRIDADE. Nesse sentido, como já diz o dito popular: “a carapuça é sem medida”.
Observação 3: “Munidos de tambores e apitos”, e sequer conseguiram inviabilizar a reunião, pois que os professores reacionários estavam lá fingindo-se de surdos para o pleito dos estudantes. Mesmo os estudantes sendo a maioria no espaço, o grupo minoritário de professores autoritários, que evitam o diálogo, decidiram sair de fininho, ou como alguns diriam “à francesa” para dizer de “maneira civilizada”, “educada”, “sem tambores nem apitos”, “sem gritar palavras de ordem”, apenas se utilizando do poder que tinham de esvaziar o quórum da reunião para não debater temas importantes sobre a vida do Departamento, porque, como sabem, pela omissão, eles também decidem: “não resolve os problemas do Departamento para evitar problemas”. Essa é a política subterrânea, da fuga, da omissão intencionada, como já ocorrera em uma outra reunião deste Departamento em que alguns professores, para não perderem na votação, esvaziaram o quórum. A defesa desses professores naquele momento se tratava da proibição de acesso pelos estudantes ao transporte disponibilizado pela UEFS para o deslocamento Feira de Santana – Salvador, ou seja, tratava-se da restrição de acesso a um ônibus que é pago com dinheiro público! E fazem isso com
BOAS MANEIRAS
 “os anjos não dão de ombros, não; quando querem mostrar indiferença, os anjos dão de asas”. (Mário Quintana),
COM POLIDEZ: ELES NÃO APITAM, NÃO BATEM OS TAMBORES!
Observação 4: Os professores conservadores que querem empurrar “goela a abaixo” uma eleição que tem sido motivo para uma série de outras reflexões que vão além do 70 -15 - 15, podiam usar qualquer outra expressão, menos “diálogo e valores democráticos”. Quem eles acham que irão convencer com uma CONTRADIÇÃO dessa? O coletivo de estudantes não está falando de outra coisa, senão em um diálogo aberto, mas sem aquela relação “público e plateia” porque não temos tempo para ficar em reuniões de Departamento apenas balançando a cabeça. Nesse sentido, estamos dispostos a discutir sobre o Departamento, considerando, antes de tudo, a necessidade de uma avaliação conjunta sobre suas evidentes dificuldades, dentre elas, de inserção no conjunto da Universidade, que caminha para outros horizontes.

E então que quereis?...
(Maiakóvski)

                   PREFÁCIO: Se esses professores estão tão comprometidos com a “educação, a Universidade e a sociedade”, esse chavão que todo mundo repete igual a papagaio, este coletivo de estudantes não vai ficar duvidando, disso, não é mesmo? Só começa por fazer algumas sugestões para o discurso não ficar muito travado em uma série de contradições:

1 – Primeira Lembrança (Maiakóvski – 1928, obra “Eu Mesmo”): a Câmara de Extensão está precisando de um representante deste Departamento porque o representante atual, que também assina a nota dos professores, não tem ido às reuniões. Isso é fato público e notório, é só conferir na Câmara, que fica localizada no Prédio da Administração Central. Embora, o referido professor tenha colocado várias vezes a sua indisponibilidade, ninguém mais se dispôs ou sequer foi convocado para substituí-lo. Outra reflexão, isso apareceu na pauta da reunião do DCIS, que decidiu os 70 – 15 - 15?

2 – Poema Segundo (Alberto Caeiro – Fernando Pessoa): o Departamento precisa se reunir para deliberar sobre uma série de coisas, ou alguns professores pensam que as decisões só devem passar pelo crivo de uma única pessoa, o atual Diretor do Departamento? Esse questionamento é uma chamada para o fato de que durante a atual gestão, várias reuniões do Departamento não ocorreram pela falta de quórum. Até gostaríamos de precisar o número de reuniões ocorridas, mas mesmo com a solicitação formal de um Diretório Acadêmico (Economia), não conseguimos, quer dizer, nem nós nem a Comissão Própria de Avaliação (CPA) desta Universidade, que já há algum tempo espera por essas informações. Alguns de forma correta cobram a presença dos representantes dos estudantes, isso é legítimo, agora, é preciso ir mais fundo, e dizer como é possível que existam professores que jamais tenham ido a uma reunião do Conselho Departamental, sem qualquer desconto salarial por essas ausências? Ou ainda não sabem que reuniões do Conselho de Colegiado e Departamento estão acima de qualquer outra atividade, inclusive, da sala de aula?

3- A Terceira Lâmina (Zé Ramalho): o coletivo de estudantes, aqueles de comportamento que “não retrata a índole responsável e democrática da maioria dos estudantes e professores do DCIS”, reconhece que “as condições de trabalho dos professores são difíceis”, mas quer tratar isso de forma muito honesta, comprometida com a Universidade Pública. Não é por outro motivo, que atacamos a escusa dos professores em dar aulas, acreditando que a melhoria das condições de trabalho não vão se dar pelo velho pacto da mediocridade, mas pela organização, a começar pela participação nos seus sindicatos de classe, na reivindicação legítima da categoria. Agora, os estudantes comprometidos com a Universidade, perguntam: onde foram parar as listas assinadas, quando da ausência dos professores na sala de aula sem nenhuma justificativa, entregues ao Departamento, no ano passado? Até hoje, não foram entregues na PROGRAD, e olhe que essa Universidade é pequena para que elas ainda estejam a caminho, ou tenham se perdido por ai...

4- O Quarto Motivo da Rosa (Cecília Meireles): existem muitas comissões na Universidade que decidem sobre questões fundamentais, mas o DCIS está tão afastado que sequer tem sentido essas mudanças, a exemplo da referência que faz à Resolução do CONSU, de 1997, mas não fala sobre a perspectiva de mudanças da Estatuinte que está em construção. Por falar em comissões, é possível encontrar muitos representantes do DCIS em comissões, que são estudantes - esses que os professores da nota declaradamente “repudiam” o comportamento, mas não vemos a mesma representação docente, a exemplo da Estatuinte que são 11 (onze) estudantes para 1 (um) professor.

5- O Último Samurái: Alguns outros professores, comprometidos com a Universidade, permaneceram com os estudantes na referida reunião e foram “veementemente” contrários à posição reacionária de proibir os estudantes de falarem no espaço. Estes estão dispostos a discutir os passos para a superação da MEDIOCRIDADE. Atitudes que reconhecemos e valorizamos.
         
   POSFÁCIO: professores da nota, nessa campanha, desejamos o diálogo, ou melhor, temos isso como condição essencial, só assim estamos autorizados a falar em “valores democráticos”, em mudanças, em combate ao conservadorismo... Agora, a nossa UTOPIA vem apontar que não temos apenas dificuldades, mas uma MURALHA que nos separa dos nossos sonhos: o desafio de combater atitudes tão conservadoras que não tem o menor receio em se expressar numa nota, que sequer  toca em um problema deste Departamento, mas que procura responsabilizar um coletivo de estudantes de “inviabilizarem” uma reunião pelo simples fato de estarem chamando a atenção para essas mudanças tão necessárias ao “diálogo e a vigência dos valores democráticos”. Para concluir, evitem a expressão “transmitir conhecimentos às novas gerações”, não porque duvidamos que tenham condições para isso, e sabemos até que o fazem, e é nisso que está o problema: acreditar que os estudantes são vazios e que estão aqui para serem preenchidos por quem sequer sabe o que significa democracia. Para minorar essa deficiência cognitiva. Deficiência cognitiva? Deficiência ou não, para sermos didáticos, segue glossário político e pedagógico com informações do velho conhecido Aurélio e de outras fontes, que definem além de DEMOCRACIA, outras cositas:

PÚBLICO: 4. Aberto a quaisquer pessoas;

DEMOCRACIA: governo do povo; soberania popular 2. Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade...
Chamar 70 – 15 - 15 de DEMOCRACIA é no mínimo ESTUPIDEZ! Ainda mais se escondendo em cima de uma norma, já superada nas eleições de outros Departamentos e no próprio processo eleitoral para Reitoria. Agora referir-se às leis também não deixa de ser um jogo oportunista: porque não fazem referência à lei do CONSU quando fala sobre as atividades do Magistério? É por que ela se refere à Pesquisa e Extensão e apenas 16 projetos de pesquisa estão cadastrados por este Departamento?
Outra definição de DEMOCRACIA: “Democracia que me engana, na gana que tenho dela, cigana ela se revela, aiê; democracia que anda nua, atua quando me ouso, amua quando repouso. É o demo o demo a demó é a democracia...” (Tom Zé)

COMPROMISSO: 6. promessa de trato a ser cumprido.

CONSERVADOR: 2. Diz-se daquele que em política é favorável à conservação da situação vigente, opondo-se a reformas radicais.

DESRESPEITOSO: Que não tem, ou em que não há respeito; não respeitoso.

DIÁLOGO: 3. Troca ou discussão de ideias, de opiniões, de conceitos, com vista à solução de problemas; comunicação.

ESTUPIDEZ: 2. palavra, ação, procedimento, que denota estupidez; asneira.

ÍNDOLE: algumas teorias eugenistas, do séc. XIX e XX, procuraram identificar a propensão “natural” de algumas pessoas a expressarem determinado caráter, comportamento, índole. Não foi com esse discurso que Nina Rodrigues estudou o crânio de Antônio Conselheiro para entender de onde vinha tanta “loucura”? Ou mesmo, o Holocausto que encontrou sustentação na ideologia da raça pura, a defesa dos de boa índole?!
Referência histórica para melhor saber a vinculação política de algumas expressões!

INTIMIDAR: 1. Tornar tímido, temeroso, receoso.
De forma “sutil e civilizada”, tem gente por ai intimidando estudantes que estão participando deste movimento, abusando daquela autoridade da sala de aula. De que forma, poderíamos interpretar as falas sugestivas, como: “Estudante é para estudar, não ficar perdendo tempo com movimento estudantil...?”

MEDIOCRIDADE: é preciso ainda definir?

REACIONÁRIO: o reacionário é aquele que caminha para trás, regride (pensamento marxiano, no Manifesto do Partido Comunista)

SONHOS: “Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida” (Che Guevara). “...Sonho que se sonha junto é realidade” (Raul Seixas)

TRANSFORMAÇÃO: 1. Ato ou efeito de transformar(-se); metamorfose.
Como já diria Raul Seixas, “METAMORFOSE para não ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”

ULTRACONSERVADORES: essa, fica a cargo dos leitores!

UTOPIA: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". (Eduardo Galeano)

VERDADE: o que faltou na nota dos professores!
Parafraseando a canção de Chico Buarque: “Mesmo calada a boca, resta o peito. Silêncio nessa Universidade não se escuta”. Só assim, continuaremos a escrever as páginas deste livro.

LEMBRETE (Carlos Drummond): é possível acreditar que o atual candidato a diretor do Departamento representa alguma mudança de cenário, quando assina uma nota como a que nos referimos?
Para esse coletivo, uma certeza: “o mais do mesmo!”
Feira de Santana, 06 de abril de 2011.

Assinaturas: todos e todas que de diversas maneiras combatem o conservadorismo e “derrama o leite mau na cara dos caretas” (Caetano Veloso, Vaca Profana).

               REFERÊNCIAS

As referências às obras literárias ficam como sugestões de leitura.

               

               DCIS - nota à comunidade

            Os professores do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS) – que reúne os cursos de Administração, Contabilidade, Direito e Economia -, sentem-se no dever de informar à comunidade acadêmica e à sociedade em geral, as atitudes ocorridas na última reunião do Conselho, dia 24/03/2011.
   Munidos de tambores, apitos e proferindo palavras desrespeitosas, um grupo de aproximadamente 30 pessoas invadiu o recinto da reunião – inviabilizando a continuidade da mesma -, exigindo mudanças em normas do processo eleitoral do Deparmento estabelecidas pelo Conselho Universitário (CONSU) e referendadas pelo Conselho Departamental em reunião anterior, com a aprovação unânime dos representantes dos alunos e professores presentes à mesma.
   Diante deste quadro de subestimação dos valores democráticos e da substituição do diálogo pelo confronto, não podemos deixar de manifestar nosso veemente repúdio, ao tempo em que reafirmamos que tais tentativas de intimidação não nos afastarão dos nossos compromissos com a educação, a universidade e a sociedade, apesar das difíceis condições de trabalho.
   Conscientes de que o comportamento mencionado não retrata a índole responsável e democrática da maioria dos estudantes e professores do DCIS, continuaremos empenhados na missão de transmitir  conhecimentos às novas gerações e dispostos a sempre defender os princípios da 

Universidade Estadual de Feira de Santana.

Feira de Santana, 31 de março de 2011.

Antônio Ribeiro, Florentino Carvalho, Luiz Ivan, Hélio Ponce, Luiz C. Ribeiro, Mário José Sampaio, Walter Frota, Joselito Viana, Carlos Brito, José Lima, Djalma Boaventura, Antonio Carlos Argolo, Márcia Pedreira, Lázaro André Barbosa, Maria de Lourdes Albuquerque, Paulo Torres, Jorge Aliomar B. Dantas, Reginaldo Paiva de Barros.

sábado, 2 de abril de 2011

Mnifesto pela democracia no DCIS

Não são novas as pautas de luta relacionadas aos problemas dos cursos noturnos da UEFS. Vitimados pelo processo de precarização e boicote ao ensino superior brasileiro, os cursos noturnos desta Universidade são assolados por ainda mais deficiências, em parte conseqüências do isolamento à dinâmica diurna da UEFS. Os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Direito, que compõem o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS), amargam sérias mazelas por conta do descompromisso e do caráter conservador da atual e das antigas coordenações do nosso departamento.

 A estagnação e o descaso que predominam dentro do DCIS fazem recuar todo tipo de progresso vislumbrado para qualquer um dos quatro cursos que o compõe. Inexiste mobilização por parte da coordenação deste departamento para obter avanços em qualquer um dos três componentes do tripé acadêmico, a pesquisa o ensino e a extensão. E diante da cobrança, são ouvidas sempre as mesmas respostas, com a mesma tentativa de esquivar-se, permanece a insistência de que a culpa decorre somente de instâncias outras, escondendo assim a total ausência de esforço prático e mesmo reflexivo diante dos problemas que os cursos noturnos enfrentam.

 A pesquisa dentro do DCIS, se comparada a outros departamentos da UEFS, toma uma dimensão muito pouco substancial, quase inexistente se formos colocar em números. Em meio a esse desinteresse, o estudante que quer pesquisar não encontra Projetos de Pesquisa para se inserir nem orientação suficiente, o que compromete muito sua formação crítica, fundamental para produção de conhecimento. No tocante ao ensino, é predominante um pacto de mediocridade entre coordenação de departamento e alguns professores. É desconhecida a reação para com o descaso docente no período noturno. Liberações de licenças sem substitutos são feitas, ocorrem pactos com professores desinteressados e desatualizados, além de um consentimento com parte do corpo docente que vem, depois de um dia trabalho, utilizar a Universidade como meio de complementação de renda, não exercendo assim a verdadeira função da docência. Em situação pior se encontra a extensão, que na prática inexiste dentro do DCIS, e não acompanha nenhum dos avanços realizados nos debates sobre a questão feitos dentro da nossa Universidade, nem se mostra disposto a apoiar as esparsas iniciativas que fatalmente definham nessa conjuntura.

 A situação no DCIS é de tal forma estacionária que entre os nove departamentos da UEFS ele é um dos poucos que ainda não pratica o pleito paritário (33% – 33% – 33%) ou o universal em sua eleição para diretor e vice-diretor de departamento. A grande maioria dos departamentos da UEFS avançou no sentido de respeitar a organização estudantil e o seu direito de decidir por quem conduzirá as diretrizes dos seus cursos, direito esse até agora negado pelo DCIS. O grande impasse encontra-se nos procedimentos dados em tal eleição, onde 119 professores têm peso equivalente a 70%, 1566 alunos com peso igual a 15% e apenas 09 funcionários com o mesmo 15% na contagem de votos para cada candidato. As discrepâncias do DCIS são comprovadas com números que assustam, e no que diz respeito também aos projetos de pesquisa cadastrados, que para os mesmos 119 professores somam apenas 16 projetos.

 É dessa forma que se perpetua a atual situação dos cursos noturnos, parados num tempo a muito transcendido. E, para que se extrapolem os entraves do conservadorismo dentro do nosso departamento, é necessária, de maneira fundamental, a mobilização estudantil direcionada à reivindicação e à luta